Ajuda os estivadores! Precariedade nem para eles, nem para ninguém!

Somos da Autoeuropa, Aeroportos, Médicos, Professores, Call Centers, Bancários, Energia e material eléctrico, operários industriais, Metro, Transportes, Função Pública, e estamos com os estivadores de Setúbal!

A precariedade nos contratos e a vida precária mesmo de quem tem contratos fixos tornou-se insuportável. O SEAL tem sido um exemplo contra isto, um exemplo de sindicalismo no país – democrático, trabalhadores mobilizados, que se auxiliam com fundos de solidariedade e não aceitam deixar os mais velhos com (alguns) direitos e os mais novos com o inferno.
 
No SEAL, quando há propostas de pagar mais a uns do que a outros, o sindicato reage protegendo os precários e solidarizando-se com outros trabalhadores, aqui e lá fora, para que tenham os mesmos direitos, em vez de entoar loas à deslocalização produtiva e chamar a isso “incentivos à economia nacional”.
Não estamos com um Governo que se diz contra a precariedade mas envia a polícia contra os precários. Solícito e rápido a dar benefícios fiscais às empresas e omisso em relação às queixas laborais; rápido a patrocinar fura-greves, com os nossos impostos, e promovendo lentamente o definhar da ACT.
Nós, o mundo do trabalho que todos os dias acordamos para cuidar de doentes, educar crianças, montar aviões, carros, ou transportar passageiros, atender em bancos ou serviços, montar peças eléctricas ou moldes, não aceitamos mais viver na corda bamba, em nome de salvar a “economia nacional”. Porque a dita economia nacional se resume a lucros obscenos de investidores nacionais e estrangeiros e colapso físico e mental dos trabalhadores, desrespeitados, assediados, cansados. Precariedade, medo, assédio moral, burn out, este é o modelo de negócios que vendem de Portugal, um paraíso de baixos salários.
 
Há anos que vemos colegas adoecer, física e mentalmente, porque estão exaustos das horas extraordinárias, de viver disponíveis para as empresas 24 sobre 24 horas, donas do nosso tempo 365 dias por ano, do nosso tempo de amar, de estar com os filhos, de descansar, de lazer; nem tempo hoje temos para repor as forças!  Revimo-nos todos na carta de um estivador dizendo à sua filha que a Pulseira Mágica do SEAL era a pulseira que lhe permitia lutar por poder pagar uma casa e ter tempo para as filhas. Eles, os estivadores de Setúbal, vieram dizer não, e nós dizemos não com eles. Queremos salários decentes, salário igual para trabalho igual, fim da competição doentia, poder colaborar e cooperar com os colegas de igual para igual sem ter ao lado alguém que de forma humilhante recebe metade e faz o mesmo, queremos horas de descanso verdadeiras, fim do assédio moral e dos processos disciplinares a dirigentes que lutam ou trabalhadores que resistem. Queremos estabilidade para planear a vida material, social e afetiva. E tempo de lazer. Somos seres humanos e não escravos disponíveis sem limites para as empresas e o Estado.
 
O neoliberalismo – que faliu em 2008 – vive como um cadáver em cima do nosso esforço físico e mental. Muda-se de Governo mas não de políticas. Esta é uma forma de gerir a sociedade que não aceitamos mais. Coloca-nos como irmãos uns contra os outros e nós evoluímos como espécie porque soubemos cooperar.
 
Se o Governo escolheu um lado – enviar a polícia contra os estivadores em luta – nós escolhemos o outro. Prestamos a nossa solidariedade, e iremos aderir à Campanha nacional de recolha de fundos para ajudar estes trabalhadores a suportarem a greve. Por cada Pulseira Mágica, que representa um sindicalismo combativo, independente  e democrático, haverá mais espaço para sonhar com um futuro como aquele que o Sérgio e todos em Setúbal, e nós também, queremos para todos os que em Portugal trabalham. Todos por Todos.
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