Banco Santander Totta manda trabalhadores sairem para a rua para ir a casa dos clientes

O ‘Estado de emergência´ é só para alguns… os banqueiros querem os bancários a trabalhar na rua, supostamente em ‘assistência social’ aos clientes.
Semear agora para colher depois os frutos do negócio e querem utilizar os trabalhadores como carne para canhão.

O programa “Aqui e Agora”, que em tempos de pandemia o Banco Santander divulgou pelas suas sucursais, afirma o propósito de “viabilizar o isolamento social através da máxima gestão remota dos assuntos bancários, proporcionando ainda um contacto humano que ajude a viver esta situação”. Mas neste contacto humano podem incluir-se visitas domiciliárias.

O programa que hoje arranca é dirigido a clientes-alvo com mais de 65 anos e define-se como sendo “de responsabilidade profissional, social e de cariz humanitário”, segundo consta de uma circular distribuída nas delegações. Consiste em identificar, num contacto telefónico com esses clientes, “situações de problemas ou necessidades de clientes pessoais ou na sua relação com o banco e resolver proactivamente esses problemas até ao fim”.
Além disso, o funcionário do banco que leve a cabo tais contactos é convidado a “explicar medidas de saúde pública de covid-19 e as próprias do Banco”, bem como a fornecer explicações sobre a utilização do Homebanking, sobre os pagamentos em débito direto,  e outras.
Nas indicações distribuídas sobre o programa explica-se que os contactos pessoais estabelecidos com os clientes, inicialmente por via telefónica, nunca deverão ser utilizados “para venda de produtos” ou “para regularização de crédito vencido ou situações anómalas”. Essas duas eventualidades são enfaticamente excluídas.
Seguidamente, há uma série de conselhos de etiqueta, recomendando que a conversa comece com uma apresentação e um cumprimento, logo seguidos da garantia de que o telefonema não tem qualquer objectivo comercial “mas sim pessoal, de relação e de preocupação com o outro”. Aconselha-se também o funcionário a perguntar pela saúde do cliente e a informá-lo então sobre as medidas preventivas do COVID-19.
Posteriormente, ao identificar os problemas que o cliente possa ter em tratar dos seus assuntos com o banco numa situação em que é recomendado o isolamento, admite-se que excepcionalmente, “em alguns casos, para concretizar os fins do ‘Aqui e Agora’ ser
imprescindível um contato pessoal para cumprimento de formalidades burocráticas, trocas de documentos ou facilitação de elementos vitais da gestão da vida diária do cliente”.
E, acrecenta-se “nestes casos, o gestor, com toda a equipa do balcão, podem decidir uma visita domiciliária ao cliente necessitado, com carácter absolutamente voluntário”, realizado de acordo com um protocolo de prevenção e segurança igualmente distribuído às delegações do banco.
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