Encontro Nacional Trabalho em Portugal “Ninguém Fica para Trás”

11 e 12 de Maio de 2019 – Setúbal

A greve dos estivadores à jorna de Setúbal, que terminou com uma vitória importante do SEAL, inspirou muitos sectores em Portugal. Ficou demonstrado que nas mais duras condições é possível lutar e vencer e que as vitórias não são ganhas à custa de reformas antecipadas e indemnizações, baixos salários ou assistência social. Foi uma vitória do direito ao trabalho com direitos e com um salário bruto de 1400 euros, o mínimo para se viver em, Portugal com dignidade.  Ficou demonstrado que é possível unidade e solidariedade reais com fundos públicos e auxilio entre os mais velhos e os mais novos. Que é possível não ceder à chantagem da deslocalização e que mesmo a maior
empresa AutoEuropa está fragilizada numa economia just in time em que basta uma parte da cadeia produtiva parar para todo um sector ficar bloqueado. Ficou provado que o espírito combativo resulta, mantendo independência da Geringonça, da direita e combate frontal ao Governo quando este, na sua falsa neutralidade, ficou ao lado dos patrões; ficou claro que a democracia interna do sindicato SEAL, onde tudo foi realizado com plenários onde todos puderam com calma escutar, pensar e  votar, é o caminho; e ficou ainda visível que a posição anticorporativo do SEAL deu frutos, que procurou fazer ponte com outros trabalhadores, da Auto-Europa, dos portos, da navegação, sector
eléctrico, professores ente outros. A solidariedade tem que ser no mesmo sector, entre sectores nacionais e internacional. Sob o lema “Ninguém fica para”; este encontro pretende juntar, à porta fechada – garantindo assim a liberdade a todos os presentes – trabalhadores do país que pensem juntos formas de luta que consigam trazer de volta o mínimo de dignidade ao mundo do trabalho: salários que permitam viver sem a corda na garganta, horários de trabalho compatíveis com a vida familiar e pessoal, fim das perseguições e métodos de gestão e  avaliação que colocam semanticamente os trabalhadores num estado de guerra entre eles e mesmo tristeza e medo.

Dia 11 de Maio de 2019 – Sábado

10H – 13H – Mesa 1 Construir Sindicatos hoje, que desafios?
Qual a melhor gestão e organização sindical: democracia, fundos de greve, independência e
relação com os Governos.
Intervenções iniciais de 5 minutos cada -, Moderação de João Reis(STASA) –
1 SEAL, 1 STASA, 1 S.TO.P, 1 STCC, 1 SIEAP, 1 STML

Debate Público

13:00H – 15:00H Almoço (no local) com espectáculo de improviso UÃNUÊI com os actores Pedro Cardoso e Graziella Moretto.
Espetáculo de improviso long-form, sucesso no Brasil e em Portugal, ganhou formato televisivo em 2014 pela Rede
Globo, ficando em primeiro lugar no site Globo Play no período de sua exibição.
Gostamos de fazer analogia com uma partida de futebol: a graça do jogo é não saber quando a jogada vai dar certo e
resultar no gol, que é sempre um acontecimento raro; a graça reside em se jogar o jogo. O teatro originou-se no
contexto das festas e celebrações populares. E é na festa do encontro entre pessoas que ele pode nos ajudar a
encontrar a liberdade. Uma sugestão da plateia é tudo o que precisamos, para juntos jogarmos o jogo simbólico do
teatro . Duas improvisações de 15 minutos cada, seguidas de uma conversa com a plateia.

15:00H – 17:00H – Mesa 2 Solidariedade, como a construir?
Solidariedade entre fixos e precários, entre sectores do mesmo ramo, solidariedade
internacional.
Intervenções iniciais de 5 minutos cada – Moderação de Manuel Afonso (STCC) –
1 SEAL, 1 STASA, 1 CT Groundforce/SPdH, 1 STCC

Debate Público

17:30H -19:30H
Valérie Ganem – Resistência às formas patogénicas de Organização do Trabalho.
Raquel Varela – Organização sindical no século XXI, o que aprendemos com o século XIX.

Nara Cladera – O Movimento dos Coletes Amarelos em França.
20:00H Jantar (no local)

Dia 12 de Maio de 2019 – Domingo

10:00H – 12:00H – Mesa 3 Condições precárias, o que fazer?
Condições precárias: contratos precários, medo, assédio moral, processos disciplinares e
avaliação individual de desempenho: o que fazer?
Intervenções iniciais de 5 minutos cada, Moderação da MPO –
1 CT Groundforce/SPdH, 1 Missão Pública Organizada (MPO), 1 LOGOPLAST, 1 OGMA, 1 MUDAR
(Bancários)

Mesa final Encerramento/Debate

12:00H às 13:30H
António Mariano, SEAL – Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística
Luís Tempera, SIEAP – Sindicato das Industrias, Energia e Águas de Portugal
João Reis, STASA – Sindicato dos Trabalhadores do Sector Automóvel
Manuel Afonso, STCC – Sindicato dos trabalhadores de Call-Center
NOTAS:
• Um relator por mesa coligirá todas as propostas.
• Intercalando os trabalhos serão feitas apresentações dos representantes do movimento sindical
internacional presentes no Encontro:
– Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas/Solidaires – Nara Cladera, Thienta Mahamane
– CGT/ Conferencia Internacional del Auto (Espanha) / Secretariado FESIM-CGT – Diego Jesus / Herminio
– LabourNet Germany ( Rede Alternatva Sindical) – Helmut
– CSP- Conlutas – Paulo Bareta / Erico Correa
– Cobas

 

Inscrições abertas a dirigentes sindicais e de CTs, académicos do trabalho e
trabalhadores: 

Contacto para inscrições
Lídia Oliveira
inscricoesencontro2019@gmail.com